conceito,
planejamento, viabilidade técnica, logística e produção-executiva
Resumo do Projeto
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O que é o projeto e
quais são suas etapas?
O projeto é a
apresentação de uma montanha de parafina e a performance de sua destruição, ao
longo dos dias, ao lado de uma citação Bíblica, Lc3,3-6, afixada numa parede
próxima. Essa citação bíblica sugere que no passado povos se dedicaram ao aterramento de
vales e demolição de montes. Com parafina liquida de velas, com peças de
parafina moldadas em copos, tubos de PVC, com tijolos pré-moldados de parafina,
com a moldagem de e fixação de peças de parafina com maçarico, constrói-se uma
montanha de parafina de 2 x 3 x 2 m, numa área de 4 x 5m, pé direito de 3
metros, totalizando 6 mil litros, 5400 quilos de parafina. Pintasse o monte da
cor de montanha. Adicionasse casinhas de papelão para caracterizar um monte em
pequenas dimensões. O artista sobe então ao topo da montanha e dia após dia
retira alguns centímetros do monte. Com os cacos de parafina, cria uma nova
superfície acima do chão, formando um novo campo.
Defenda seu projeto
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Justifique a
relevância do seu projeto.
Somos uma sociedade
fortemente constituída pelo concreto armado. Este material mudou a face do
Brasil, permitiu a verticalização e a massificação de nossas cidades, melhor
estrutura de nossas estradas, meios-fios de ruas e avenidas. Em Lucas 3,3-6 há
uma citação a Isaías: “Percorreu (João Batista) toda bacia do
Jordão pregando um batismo de arrependimento para o perdão dos pecados, como
está escrito no livro do profeta Isaías: Uma voz grita no deserto: Preparai
o caminho para o Senhor, aplainai suas veredas. Todo vale será preenchido,
montes e colinas serão abaixados, o torto será endireitado e o escabroso
será nivelado e todo mortal verá a salvação de Deus. [Is 40, 3-5].” Por onde passasse, o Messias constituiria obras do
aterro de vales e demolição de montes. Somos uma sociedade do Novo Mundo,
diferentemente de Austrália, Canadá e EUA, também grandes países do Novo Mundo,
não dispomos de grandes planícies e quando dispomos, são alagadas por rios que
mudam de curso a cada verão. É bem verdade que os EUA possuem uma cordilheira,
mas grande parte de seu território é plano. Já o Brasil é um emaranhado de
pequenas montanhas. Dividir o território, aqui, sempre foi uma questão mais
árdua que nos outros grandes Países do Novo Mundo. No Velho Mundo são grandes
as evidências de que o que Isaias prenunciou realmente aconteceu. Obras de
saneamento escavados nas rochas da Pérsia, obras do mesmo tipo na Gália da Roma
Imperial perduram até hoje, e esculturas em pedra de um preciosismo que só uma
sociedade muito íntima de seu território poderiam produzir, encontradas em
civilizações antigas da atual Síria, Egito, Indonésia, Índia, China. Mesmo o
Obelisco Memorial a George Washington é todo constituído de amostras de pedras
norte-americanas. Nossa sociedade brasileira ainda é muito pautada pelo quê se
pode extrair da pedra: se ouro, se ferro, se minerais preciosos ou simplesmente
valiosos. O concreto armado nos apartou de um tanto de constituição física de
território.
Há de se entender
também a remoção de montanhas por um sentido metafórico. A montanha da solidão,
da sordidez, da iniquidade, da incredulidade, da miséria, do machismo, do
racismo, da penúria, da violência, do armamentismo. Assim como os vales de
tristeza e depressão, individuais e coletivos que tomam grandes contingentes da
população ou os pântanos sociais de miséria e desamparo. No livro de Isaías há
na sequência do trecho extraído, a expressão: “tirar filhos da pedra”. Ou seja, o emprego de gente com a rocha e o
sustento de suas famílias. O projeto traz a construção de um território, de uma
fronteira, e a remoção e substituição desse território para algo plano, visível
pois nivelado. É necessário pensarmos como uma civilização antiga para
encontrar as luzes que a tecnologia traz ao presente.
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