Diversidade.
Hibridismos. Geografias. Territórios. Polifonia. Redimensionamento de
fronteiras, diálogo entre margens, periferias e centros e o Brasil interior.
Esses são alguns dos conceitos que norteiam as ações do Itaú Cultural e estão
na gênese do programa Rumos.
1) 3000 caracteres
O projeto é a construção de um monte artificial de parafina, de 2 x 3 metros, de 2 metros de altura; com formato de Corcovado. O monte será formado por gotejamento de velas, aplicação de peças pré-moldadas, derramamento de parafina quente. Sobre uma forma de madeira de 2 x 3 x 20 cm cujas laterais serão retiradas após a conclusão do monte. O monte será pintado de cor de pedra, serão aplicadas árvores em miniatura. Será instalado um Cristo Redentor no topo do monte. Próximo ao monte terá a inscrição bíblica de Lucas 3, 3-18. Onde há a citação de Isaias, onde descreve a ação do Senhor pela remoção de montanhas e preenchimento de vales. A ideia é apresentar para o público a construção da montanha, para sugerir os processos de formação geológica. --- Para denotar isso, talvez seja necessário ter uma placa. (Aqui se está construindo uma réplica do Corcovado); Para denotar os processos de construção humana, de suas formas e territórios, talvez seja melhor utilizar parafina colorida. --- Para contrapor o que o homem faz e o que a natureza faz, questionando assim o princípio do mundo. --- (faixa tipo de rua, instalação de dois postes) Mensagens da Jecatatuásia: O homem fez o mundo, ou a natureza fez o mundo? E quem fez a natureza?) --- A ideia principal é trazer a luz o significado de um texto bíblico que conta que no passado, montanhas foram removidas. E remover o monte construído com formões. Na frente do público e do texto bíblico.
2) Defenda seu projeto. Justifique a relevância de seu projeto.
O projeto é a construção de um monte artificial de parafina, de 2 x 3 metros, de 2 metros de altura; com formato de Corcovado. O monte será formado por gotejamento de velas, aplicação de peças pré-moldadas, derramamento de parafina quente. Sobre uma forma de madeira de 2 x 3 x 20 cm cujas laterais serão retiradas após a conclusão do monte. O monte será pintado de cor de pedra, serão aplicadas árvores em miniatura. Será instalado um Cristo Redentor no topo do monte. Próximo ao monte terá a inscrição bíblica de Lucas 3, 3-18. Onde há a citação de Isaias, onde descreve a ação do Senhor pela remoção de montanhas e preenchimento de vales. A ideia é apresentar para o público a construção da montanha, para sugerir os processos de formação geológica. --- Para denotar isso, talvez seja necessário ter uma placa. (Aqui se está construindo uma réplica do Corcovado); Para denotar os processos de construção humana, de suas formas e territórios, talvez seja melhor utilizar parafina colorida. --- Para contrapor o que o homem faz e o que a natureza faz, questionando assim o princípio do mundo. --- (faixa tipo de rua, instalação de dois postes) Mensagens da Jecatatuásia: O homem fez o mundo, ou a natureza fez o mundo? E quem fez a natureza?) --- A ideia principal é trazer a luz o significado de um texto bíblico que conta que no passado, montanhas foram removidas. E remover o monte construído com formões. Na frente do público e do texto bíblico.
2) Defenda seu projeto. Justifique a relevância de seu projeto.
Justificativa
§1 - Construção de territórios,
redimensionamento de fronteiras, diálogo entre margens, periferias e centros e o Brasil interior
- Como o ser humano vai construindo seus espaços
- histórico do concreto armado http://cimento.org/concreto/
- maquinário de terraplanagem moderno & antigos meios
O ser humano tem necessidade de territórios. Quando nasce, nasce entre territorialidades constituídas, estáveis ou não, sejam familiares, locais, regionais, nacionais, internacionais; sejam geográficas, sejam políticas, as pessoas nascem até com o cosmos posicionados em relação a seu signo cuja variação de minutos influem num ou outro ascendente astrológico. Quando cresce e atinge a maturidade, mesmo na velhice, o ser humano lida com territórios na construção de diques e açudes, prédios e avenidas. O ser humano constrói seu território. Mesmo seu corpo é um processo de conhecimento aos poucos, sendo desnudada sua sexualidade na adolescência até a reconstituição de sua castidade na idade adulta, por apelos próprios ou externos, ou na afirmação de uma vida profana. Seu corpo é seu território também. E muitos tem esse território invadido por moléstias, retirando orgãos, substituindo-os, reparando-os, coletando amostras de tecido e sangue para análises, o corpo é um mundo a parte. Uma pessoa pode ser seu coração, ou também o seu cérebro ou suas entranhas, e ambos são territórios distintos que propõe uma atitude, um comportamento distinto: se emocional, se racional, se impulsivo. O ser humano vai construindo seus espaços psíquicos. Suas classes, suas normas, suas etiquetas, suas regras, leis, códigos. Mas a natureza impõe desafios, traz soluções, impõe restrições e ao mesmo tempo aceita transformações: a transposição (?) do Rio Amarelo na China, a retificação dos rios Tietê e Pinheiros em São Paulo, o alagamento de Canudos na Bahia. O ouro em Minas Gerais, a borracha no norte, a predisposição ao plantio de cana de açúcar no nordeste brasileiro, ciclos do Brasil passado.
Não obstante a gente se molda a tecnologia de nossos tempos e esquece de soluções que houveram no passado. Desde a criação do concreto armado, o Brasil ganhou uma diretriz de desenvolvimento que não se transforma: lajes, prédios, verticalização. E nossas cidades crescem em torno de uma topografia muitas vezes orgânicas, apenas com vias pavimentadas sendo estendidas no topo de colinas e ramos de edificações residenciais em sua maioria sendo erguidas sem praças ou parques, sem jardins. O muro virou o limite do próximo. O limite e a segurança. É uma solução brasileira que traz certo conforto e segurança, mas também certo desconforto e reclusão. Pouca vegetação,pouco espaço. Estamos num estágio medieval de nosso desenvolvimento urbano, aplicado sobre centros históricos dinâmicos e bem organizados como o centro de Marechal Deodoro, em Alagoas, centro de Mogi das Cruzes em São Paulo ou mesmo as asas sul e norte em Brasília, que não foram acompanhados de um planejamento meticuloso nas redondezas da capital federal. O progresso tomou o Brasil. Precisamos tomar o progresso de si mesmo. E propor um desenvolvimento mais calmo, generoso e organizado sobre uma planta urbana estabelecida as vezes, parece que de maneira caótica. E que caos é esse? Precisamos saber. As soluções do passado precisam ser analizadas sobre outro prisma. E parece que não nos servem o modelo estadunidense, pois seu território predominante é plano, assim como o modelo argentino de uma avenida para cada quatro ruas. Precisamos de uma solução que nos coloque ao encontro de nossas dificuldades: nossa topografia e nossa territorialidades. Precisamos sugerir algo que leve a essa reflexão e para tanto precisamos olhar as soluções do passado.
A Bíblia é uma fonte inesgotável de conhecimento, relata um encontro tenro e verdadeiro entre homem em mulher em Cântico dos Cânticos, até a vida de um pobre em Jeremias, ou relatos de um rei de Israel, Davi, em Eclesiastes. Entretanto, em Lucas 3,3-18 há uma citação ao livro de Isaías 40, 3-5. Uma voz grita no deserto: Preparai o caminho para o Senhor, aplainai suas veredas. 5 Todo vale será preenchido, montes e colinas serão abaixados, o torto será endireitado e o escabroso será nivelado e todo mortal verá a salvação de Deus.
No passado, em alguns lugares montes e colinas foram rebaixados. E como essa solução chegou ao Mundo Novo? Se é que chegou. O concreto armado permitiu a verticalização das cidades. Se houvesse concreto armado antes de 1492, quando a América foi descoberta, talvez não houvessem as grandes navegações pois seria possível adensar as cidades européias. As grandes navegações surgiram, também, pela necessidade de novas terras. No Brasil encontraram ouro, nos EUA não. Lá se expandiu e prevaleceu a necessidade de novos territórios. Aqui, o uso das riquezas locais na Europa predominou, infelizmente.
O Rio de Janeiro de 1900 é muito diferente do Rio de 2017. Quanto mais do período imperial ou colonial. E o Rio são montanhas e mais montanhas. A ideia do projeto é sugerir uma solução bíblica para a realidade brasileira: o rebaixamento de montes e colinas. Certamente o concreto armado obnubilou ainda mais uma solução pouco conhecida. João Batista dizia que Deus poderia tirar filhos da pedra. O que significa isso? Quantas pessoas foram empregadas e que espécie de paga, de aglomeração social fez surgir esse advento humano da extração de montes? Como eram alimentadas essas pessoas? É temerário pensar nesse tema numa época em que temos a pólvora auxiliando a detonação de complexos rochosos em minas de extração mineral. O que hoje pode se realizar em meses, no passado, poderiam levar gerações. Não obstante é mais espantoso que fizessem isso no passado do que atualmente.
A proposta, então, é construir um monte artificial. Pintá-lo de cores de rocha e vegetação e então demoli-lo, meticulosamente, na frente do público. Na frente do monte, uma escultura de 2 x 3 x 2 m, uma placa com a citação bíblica
§2 - citação bíblica
§3
§4
§5
§6
§7
§8
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